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O que são as normas Euro de controlo de emissões?

As normas europeias de emissões são regulamentos da União Europeia que estabelecem os limites máximos de emissão de poluentes para veículos em estrada.

Os automóveis ecológicos só agora começam a estar na moda. Até há bem pouco tempo, economia e ambientalismo não convenciam os consumidores. Certamente porque dá mais nas vistas conduzir um SUV grande, chique mas poluidor, do que um modesto utilitário amigo do ambiente. Mas, com as reservas de petróleo a desaparecerem e o crescente aquecimento global, impõe-se uma rápida mudança de mentalidades, acelerando a criação de limites cada vez mais restritivos às emissões de gases nocivos.

Há uma relação muito estreita entre o consumo de combustível e a emissão de gases. Analisando os dois valores conclui-se facilmente que quanto mais o veículo gasta em combustível, maior é o peso de contaminantes que emite para a atmosfera. O valor regulamentado pelos fabricantes é obtido através de ciclo padrão de testes, obedecendo a metas pré-estabelecidas.

União Europeia estabelece metas

A cruzada mundial antipoluição pela contenção do aquecimento global está em marcha. Na União Europeia (UE), principalmente, as normas ambientais impostas aos fabricantes de automóveis são cada vez mais restritivas, penalizando fortemente os que mais poluem o nosso planeta e dele mais recursos naturais gastam.

As normas Euro são, então, relativas às regras de emissões de poluentes dos automóveis vendidos nos países da UE. O número que integra a sigla identifica o nível de exigência - quanto maior o número, menos poluente é o automóvel. E uma vez em vigor a norma atualizada, os fabricantes devem descontinuar todos os veículos fabricados em conformidade com os padrões anteriores.

Em 1988, a UE estabeleceu a primeira norma sobre as emissões de poluentes dos veículos automóveis, denominando-a de Euro 1. Desde então, os modelos vendidos nos Estados-membros do Velho Continente foram obrigados a cumprir as metas impostas, que variam consoante o tipo de motor e combustível utilizado e de acordo com a segmentação e mercado.

Esta norma limita as emissões de contaminantes potencialmente prejudiciais para a saúde: dióxido de carbono (CO2), óxidos de nitrogénio (NOx), partículas (PM), número de partículas (PN), monóxido de carbono (CO) e hidrocarbonetos sem metano (NMHC).

A título de exemplo, desde a introdução das normas, o limite aceitável de óxido de azoto, que passou a integrar o conjunto apenas com a Euro 3, em 2001, passou de 500 mg/km para 80 mg/km (Euro 6 em 2015), um decréscimo de 84%. Mais acentuada foi a redução de emissões de partículas em suspensão emitidas por motores Diesel: a Euro 1 limitava-as a 140 mg/km enquanto a Euro 6 aplica um limite de 4,5 mg/km (menos cerca de 96%). As normas Euro 1 a 4 não impunham limites de emissões em veículos a gasolina no que diz respeito a partículas. Pecha corrigida na norma Euro 5, aprovada em 2009. Atualmente todos os tipos de motor de combustão estão abrangidos.

Mudança de paradigma

Na Europa, o principal alvo ambiental nos últimos 20 anos têm sido as emissões de gases de efeito estufa, com especial incidência sobre o CO2, que só se torna perigoso quando o valor acumulado no ar está acima dos 5% e que, em doses pequenas, como as que saem dos tubos de escape, não representam razão para alarmismo.

Atualmente, com a adenda à norma em vigor desde 2015, que a UE designa de Euro 6.2, o cerco está mais apertado para os valores de NOx, CO e partículas finas e hidrocarbonetos não queimados, considerados venenosos. No entanto, não define novos tetos para as emissões de CO2, embora tenha de ser limitado aos 95 g/km até 2020.

Quão eficazes são as normas Euro?

Estudos de entidades independentes ligadas aos transportes não deixam qualquer dúvida. Seriam necessários dez automóveis matriculados este ano para igualar o nível de emissões poluentes de um único veículo cumpridor da ultrapassada norma Euro 1.

Os registos apontam números concretos: desde 1993, houve um corte de 82% na emissão de CO nos motores a gasóleo e uma diminuição de 63% naqueles valores em motores a gasolina, que também conseguiram corrigir envio de partículas para a atmosfera, com reduções na ordem dos 96%!

Ainda nos motores a gasolina, desde 2001, conseguiu-se uma redução de 84% no valor de NOx, um dos mais tóxicos para o homem.

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