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É possível reprogramar carros elétricos?

Como num automóvel a gasolina ou a gasóleo, é possível alterar o "código genético" de um carro elétrico através de reprogramação. Mas compensará o risco?

As vendas de carros elétricos aceleram a um ritmo suave e progressivo e, num estudo recente citado pela Bloomberg, refere-se que os veículos elétricos já deverão representar cerca de 55% das vendas globais de automóveis em 2040, beneficiando de preços cada vez mais acessíveis e da forte evolução tecnológica. Fatores de conquista fundamentais para a ultrapassagem decisiva aos motores de combustão interna, aos que se acrescenta, obrigatoriamente, a extensão significativa da rede de carregamento, satisfazendo as exigências reais de todos os dias, uma maior autonomia dos veículos e mais e melhores possibilidades de personalização, da imagem do exterior à decoração habitáculo, das baterias ao desempenho dos propulsores.

Não espanta por isso que todos os setores na indústria automóvel acelerem também para acompanhar o comboio da eletrificação e se adaptarem a este mercado tão promissor. Na área da reprogramação, começam a surgir as primeiras empresas que anunciam intervenções com sucesso em motores elétricos. Em Portugal, a PKE, empresa especializada na preparação e "tuning" de automóveis, anuncia que, recorrendo "a procedimentos e equipamentos distintos das reprogramações efetuadas em veículos tradicionais", consegue melhorar as credenciais dinâmicas de um motor elétrico, sublinhando diferenças importantes: "enquanto que nos motores térmicos se verificam aumentos de potência médios na ordem dos 25%, os motores elétricos podem atingir, ainda que por um período limitado, um incremento de mais de 100%".

Isso quer dizer que é possível reprogramar carros elétricos?

Sim! Nos automóveis com convencionais motores de combustão, o binário máximo está disponível a partir de um determinado número de rotações do motor. Já os motores elétricos oferecem o binário máximo desde as "zero" rotações, logo no instante de arranque. E é por isso que, assim que pisamos o pedal da direita, um automóvel elétrico responde imediatamente com uma aceleração vigorosa, que depois se mantém progressiva e constante durante o evoluir das rotações dependendo o seu montante da quantidade de energia elétrica fornecida pela unidade de controlo de potência.

Veja também: Porque é que os carros elétricos têm um arranque tão rápido?

É tal a disponibilidade destas mecânicas que a maioria dos motores estão programados de fábrica para não trabalharem a todo o momento no máximo das suas capacidades, sob a ameaça de se tornarem perigosos para quem os conduz e para a respetiva carteira, pois com a quantidade de borracha queimada em arranques fulminantes, a despesa com pneus duplicaria. No entanto, tal como acontece com um automóvel equipado com um normalíssimo motor turbo a gasolina, a reprogramação das unidades eletrónicas de controlo dos motores elétricos é possível.

Mas será devo reprogramar um carro elétrico?

Não! É verdade que a reprogramação das centralinas é possível para aumentar os valores originais de potência e binário, permitindo melhores acelerações e recuperações ainda mais lestas. Mas, esta alteração ao código genético do automóvel traz implicações que ainda não se conhecem. O desenvolvimento da tecnologia está agora a dar os primeiros passos e está longe do estado de maturidade exigível para que se possa garantir a fiabilidade deste tipo de intervenções. Mais: lembre-se que ao modificar-se a gestão do motor está também a exigir-se mais de todos os componentes.

Veja também: Vantagens e desvantagens da reprogramação das centralinas

E, depois, basta pensar que, ao contrário do que acontece com os automóveis equipados com motores de combustão, preparados para receber motores de várias capacidades (veja-se, por exemplo, um Renault Clio a título de exemplo, que pode ser um poupadinho utilitário a gasóleo ou um desportivo de mão cheia com 200 cv…), os valores de potência e binário de um carro elétrico são predefinidos no seu projeto inicial, ainda a partir de uma folha em branco, tendo em conta peso, características, utilização, etc.  

O processo é sempre reversível mas a garantia de fábrica não…

Se ainda assim está decidido a "vitaminar" o seu elétrico saiba que o processo de reprogramação das centralinas é reversível. Sempre que o desejar poderá reverter ao estado original, uma vez que todas as informações encriptadas na centralina são mantidas tal e qual como vieram de fábrica. O que provavelmente já não recupera é a garantia. Ou melhor, as garantias, incluindo a que diz respeito às baterias.

A maioria dos profissionais que presta este tipo de serviço refere que a reprogramação não altera a garantia de fábrica. Mas, é falso: a alteração não é admitida pelo fabricante, pelo que anula imediatamente qualquer garantia do mesmo, caso seja detetada alteração aos parâmetros originais do veículo. Vai correr o risco?

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